sábado, 20 de novembro de 2010

Distância

*
Pensamentos distantes
Distância necessária
Por hora
Em muitas horas
Fujo
Fujo de tudo
Fujo de todos
Até de mim
Mesmo até da vida
Melhor assim?!
Talvez
Quem sabe
Talvez um dia eu me perdoe
Um dia eu me entenda
Um dia me desentenda
E vejo uma flor
E outras flores
Que também ameaçam desabrochar
Para o meu desatino
Rio de mim mesma
Rio que desemboca no nada
Vazio
Que é tudo o que restou
Você
A flor
A vida
Estampada no corpo
Nos meus vasos
Em minhas veias
Assim deve ser
Só assim sobrevivo
Nesse tormento
Nesse torpor
Nessa distância
Nessa vida
*
28/07/2010

2 comentários:

Feito pela minha mãe disse...

Nossa amiga, me identifico tanto com os seus escritos! São sempre muito bonitos e reais!

Beijos! Nádia

Eneida disse...

Nádia, obrigada, amiga!
É que são pura vida, puro coração!
Beijo!