segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Avesso

*
Um avesso
Um oposto
Uma controvérsia
E muitas vezes
Tudo isso
Tudo junto
Faz parte da vida
Uma tensão domina
Uma intolerância
Atitudes
Decisões escolhidas
Podem ser verso
Mas também anverso
Em que se mostra
O elemento principal
Mas não o reverso
Que revela o avesso
Fidelidade à essência
Mudanças podem irritar
Mas também podem facilitar
Basta observar
Revirar a vida
Tomá-la pelo avesso
Em desequilíbrio
Tomar-se em falso
Um salto
Ou um buraco
E tudo gira
E vê-se o avesso
O lado contrário
O oposto
Do que se acreditava
É um cai, levanta
Uma desordem impiedosa
Uns seguem sem pernas
Outros até sem coração
Cada qual segue como pode
Ou até mesmo conforme consegue
Paixão pela vida é justificativa
Desejo de que tudo dê certo
Força para virar pelo avesso
Aumentando-se possibilidades de sucesso
Porque vida é vontade
É força
Mas também é magia
Seria o lado que se entende como certo
Ou o seu avesso
O verdadeiro ser?
Seria o anverso
Ou o reverso
O cunho legítimo?
Onde estaria nossa essência?
*
20/05/2010

2 comentários:

Isa mar disse...

Poema lindo e profundo,descobrir nossa essência deve ser a nossa meta, no avesso, no direito, por todos os ângulos,na profundidade do Ser!
Beijos e dia abençoado pra ti!

Eneida disse...

Isa mar, sim, buscar o melhor de nós em nosso âmago! Pelo avesso e pelo direito!
Beijo, amiga!