sexta-feira, 28 de maio de 2010

Incoerências

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Coerências
Incoerências
Divergências
Como agir
O que fazer
Fazer o que se quer
Da forma como se quer
Independentemente do outro
As pessoas fazem o que querem
E muitas vezes as seguimos
O modo de agir
Sem definr
Nossos próprios interesses
Quem são esses?
Não por personalidade fraca
Por incoerência pessoal
Mas o normal
Pela minimização de atritos
Dos pensamentos distintos
Que possam advir
Sem punir
As situações práticas
Divergências de opiniões
Aparecem como grilhões
Gosto da coerência
Tenho complacência
Mas muitas vezes agimos
Conforme a incoerência dos outros
E não são poucos
Prefiro ater-me às alegrias
E o faço em demasia
Essenciais
Universais
Coisas simples
Sem melindres
Que possam incorporar-se
Ao meu dia a dia
E me trazem satisfação
Verdadeira realização
Mas a incoerência alheia
Incomoda
Provoca
Atrapalha
Nesse propósito de bem viver
Nos tira o prazer
Necessidade premente
De ser veemente
De firmeza mental
Fundamental
Posicionamento
Um fortalecimento
Nas incoerências próprias
Que se transformam
Em coerências pessoais
A coerência mantém
As coisas quietas e calmas
Mas de vez em quando
Necessitamos de arrebatamentos
Comprometimentos
E de incoerências
Por vezes
Esses eventos
Nos fazem crescer
E melhor ver
Enxergar além do óbvio
Muita coisa assim
Nem é de todo ruim
Tem sua beleza
Porque mexe em nossas profundezas
Embora eu goste das rotinas
Às vezes só vejo neblinas
E são as incoerências
Que me arrebatam
Me dominam
E me desarmam
*
22/04/2010

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