segunda-feira, 24 de maio de 2010

Esvoaçando

*
O dia começa agitado
Esvoaçado
Desvairado
A mente se perde
Nada diz nada
E já fico cansada
É tanta coisa
Nada repousa
Tanta informação
Que chega de montão
Sem nem mesmo dar tempo de nada
De se pensar se tem ou não disposição
Que vira um ‘dizer nada’
Fica tudo esvoaçado
Descontrolado
Vontade mesmo
Que comece o fim de semana
Pra descansar a cabeça
E o que de ruim se esqueça
Será possível?
Não vislumbro isso
Não é algo palpável
O esvoaçado é abominável
Mas vou projetar
O que eu queria mesmo?
Roupa esvoaçando
Vento soprando
Ares de outono
Onde encontrar?
No mar?
Por aqui não há!
Pensamentos
Vão-se com os ventos
Esvoaçam quando se atrapalham
Assim como os cabelos ao vento
Que se emaranham
Que se embaraçam
Meu pensamento se agita
A mente grita
Tende a esvoaçar
A querer um vôo alçar
Porque se sente presa
E quer se soltar
Elevar-se em vôo
E no vôo eu me centro
Um perfil singular
Quanto mais esvoaçante
Quanto mais distante
Em vôo
Sem destoar
Parecemos menores
Diante daqueles
Cuja compreensão não nos acompanha
É uma façanha
Não nos alcançam
Vêem-nos à distância
Pequenos aos seus olhos
Não me importo
Eu quero é voar
*
23/04/2010

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