quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Fragilidade na Aparência das Coisas

*
Nunca gostei de rosa claro
Sempre achei o que frágil caro
Coisa exageradamente meiga
Nunca combinou comigo
Nunca me deu abrigo
Mas venho me permitindo
Venho me abrindo
É a fragilidade
Na aparência das coisas
Me peguei numa meiguice
E isso me irrita
Mas até mesmo da fragilidade
Com grande habilidade
Devemos nos servir
Até a fragilidade
Pode ser ousadia
No meu caso é
Mil coisas a fazer
Gerir
Gerenciar
Permitir-me fragilidade
É algo bem ousado
Até mesmo as tarefas mais pesadas
E também as repetitivas
Podem ser realizadas
De maneira divertida
Com alegria
Na fragilidade
Sinto-me enfraquecida
Aparentemente enfraquecida
Percebo a fragilidade
Da aparência das coisas
Percebo o que sempre soube
Que não podemos confiar
No que nossos olhos podem se aperceber
Não podemos nos fiar
Busco o caminho da inspiração
Como que descobrindo
Uma nova forma de me exercitar
Exercitar mente e corpo
Faz permanecermo-nos ativos
Com mais vivacidade
Com menos fragilidade
Diante da vida
Mesmo que se rotule
Pelo nome fragilidade
Mesmo que a cor seja rosa
Tenha outra cor
Tenha outro nome
Será sempre ela
Será sempre rosa
Terá sempre espinhos
Terá sempre cheiro
Será a mesma rosa
Terá a mesma essência
Que não se perderá jamais
A fragilidade
Apenas
Na aparência das coisas
*
23/02/2010

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